Thalassa: comida grega excelente com linda vista do Canal de Camburi

Quando comi pela primeira vez no Thalassa, no dia seguinte à inauguração, agradeci a Zeus por ter sido generoso com Vitória. Por várias vezes lamentei a ausência de um restaurante grego na Comunidade Helênica, situada em um dos pontos mais bonitos da cidade, ao lado do Canal de Camburi.

Mas no dia 19 de fevereiro, o prédio na Rua da Grécia voltou a fazer as honras da cozinha leve, fresca e incrivelmente gostosa daquele país.

Quem comanda a casa é a empresária paulista Juliana Sivieri, também jornalista e bailarina, casada com o multiartista grego Kosmas Poulianitis, que é músico, cantor, professor de grego e de canto e, opa!, chef do restaurante.

Apaixonado pela cultura de seu país, Kosmas conta a história dos pratos com entusiasmo. É fiel às tradições mediterrâneas, contemplando azeite, vegetais, peixe fresquíssimo e temperos típicos e únicos. O que vem de sua cozinha é ao mesmo tempo simples e extraordinário.

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Peixe assado, salada Espartana, legumes assados, salada grega e tzatziki: opa! – Foto: Gabriel Lordêllo

Amo peixe assado, e esse aí me fez tão feliz… Kosmas escolhe o pescado mais fresco do dia, e o que provei era cioba. Tenro, suculento, um espetáculo. Os acompanhamentos: salada Espartana (chicória cozida, limão, sal e azeite) e legumes assados, temperados com um tipo de orégano cultivado em colinas da região da Tessália, onde o chef nasceu.

Close nessa maravilha, que serve duas pessoas:

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Tenro, suculento e delicioso – Foto: Gabriel Lordêllo

O moussakas é bem autêntico, feito com béchamel. Há duas versões da típica lasanha grega, à base de berinjela e batatas: com carne moída e vegetariana, podendo ir à mesa fatiada, como petisco, ou inteira, como prato principal. Bom demais, sério.

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O moussakas servido no Thalassa leva béchamel, como na Grécia – Foto: Gabriel Lordêllo

A canequinha de vidro ali na foto já é famosa nas mesas. Vem com suco de limão siciliano com gengibre, hortelã e bastante gelo, decorada com expressões em grego. Um aperitivo bem tradicional é o ouzo, de anis. Polí oréa! (ou, em bom português, muito bom!)

O cardápio do Thalassa tem uma ampla variedade de entradas. Quando vou com um grupo de amigos, geralmente pedimos várias e ficamos só nelas.

Das que comi e adorei: salada grega, salada mediterrânea, polvo na brasa (divino!), sardinhas na brasa, keftedes (bolinhos fritos) de carne e de abobrinha, gemista (tomates assados recheados com arroz, carne moída e especiarias, sonho!) e o glorioso tzatziki, pastinha de iogurte com pepino e alho acompanhada de pão pita.

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Tzatziki – Fotos: Gabriel Lordêllo
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Sardinhas na brasa (sob consulta)
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Polvo na brasa: nham!
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Ketfedes de abobrinha: AMO

Para finalizar, as sobremesas vêm espetaculosas. A Afrodisíaco é iogurte caseiro com mel e nozes e a Eros uma musse de iogurte bem deliciosa com geleia artesanal de morango. Xonei!

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Afrodisíaco e Eros

Mas quando fui apresentada ao Galaktoboureko…gente, inexplicável. No menu o doce é descrito como massa folhada recheada com creme à base de leite e coberto com calda açucarada. ❤️❤️❤️

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Galaktoboureko

Já pude provar a torta de nozes com sorvete e aguardo ansiosamente pela chance de conhecer a Narciso (musse de limão com gergelim caramelizado) e os Loukomades, bolinhos de chuva à moda grega com mel e canela.

Meu programa preferido aos sábados tem sido almoçar no Thalassa, que nesse dia fica aberto sem intervalo, do meio-dia à meia-noite. Dá para ficar horas ali, comendo, bebendo, papeando e curtindo a paisagem. Experiência única em Vitória. Que Zeus conserve!

THALASSA CULINÁRIA GREGA MEDITERRÂNEA

Horários: de terça a sexta, das 19h à 0h. Sábado, das 12h às 2h. Domingo, das 12h às 16h.

Endereço: Rua da Grécia, 228, Barro Vermelho, Vitória. Mapa aqui!

Telefone: (27) 98165-7980. Aceita cartões.

Preços: entradas – de R$ 19 a R$ 54; pratos principais – de R$ 35 a R$ 105; sobremesas – de R$ 14 a R$ 18.